Virgem, Apóstola do Sagrado Coração
Santa Margarida Maria Alacoque
1647, Verosvres (França) — 1690, Paray-le-Monial
- Festa litúrgica
- 16/10
- Padroeiro de
- devoção ao Sagrado Coração
Infância e juventude
Margarida Maria Alacoque nasceu em 1647, na pequena localidade de Verosvres, na região da Borgonha, na França. Desde cedo revelou uma profunda inclinação para a oração e uma sensibilidade espiritual incomum para a sua idade. Ainda criança, fez em silêncio um voto de castidade, mal compreendendo a grandeza daquilo que prometia ao Senhor.
A morte de seu pai, quando ela tinha apenas oito anos, lançou a família em dificuldades. Confiada por um tempo aos cuidados de religiosas, foi acometida por uma grave doença que a manteve acamada durante anos. Ao recuperar a saúde, viveu um período de provações domésticas, suportando humilhações e estreitezas com paciência, encontrando consolo na presença de Jesus no Santíssimo Sacramento.
A vida religiosa
Em 1671, contra as resistências de parte da família, margarida entrou para o mosteiro da Visitação de Paray-le-Monial, congregação fundada por são Francisco de Sales e santa Joana de Chantal. Ali professou os votos religiosos e abraçou uma vida de humildade e obediência. Não era considerada brilhante pelas irmãs, mas crescia interiormente numa intimidade cada vez mais intensa com o Coração de Cristo.
As revelações do Sagrado Coração
Entre os anos de 1673 e 1675, em Paray-le-Monial, margarida recebeu uma série de revelações em que o Senhor lhe manifestou o seu Coração, símbolo do amor ardente e misericordioso que Ele tem por toda a humanidade. Nessas aparições, Jesus mostrou-lhe o seu Coração coroado de espinhos e circundado de chamas, queixando-se da ingratidão e do esquecimento dos homens.
“Eis o Coração que tanto amou os homens, e que em troca recebe apenas ingratidão.”
O Senhor pediu-lhe que promovesse uma devoção reparadora ao seu Sagrado Coração. Entre os pedidos, destacou-se o da Comunhão nas primeiras sextas-feiras de cada mês, em espírito de reparação, e a instituição de uma festa litúrgica em honra do seu Coração. Coube ao padre jesuíta Cláudio de la Colombière, seu diretor espiritual, reconhecer a autenticidade dessas graças e ajudá-la a difundir a mensagem confiada pelo Céu.
Provações e fidelidade
A missão de margarida não foi fácil. Muitas irmãs e até superioras duvidaram dela e a trataram com desconfiança, considerando suas experiências fruto de ilusão. Ela suportou tudo com mansidão e perseverança, sem jamais abandonar aquilo que sabia ter recebido do Senhor. Com o tempo, a verdade de sua santidade foi se impondo, e a devoção ao Sagrado Coração começou a espalhar-se pela Igreja, conquistando inúmeras almas.
Os últimos dias
Margarida Maria Alacoque faleceu em 1690, em Paray-le-Monial, consumida pelo amor que dedicara ao Coração de Jesus. Sua mensagem, porém, continuou a frutificar muito além de sua morte, tornando-se uma das devoções mais difundidas e amadas do mundo católico. Foi canonizada pela Igreja, que reconheceu nela a humilde apóstola escolhida para revelar ao mundo as riquezas inesgotáveis do amor divino. Sua memória é celebrada no dia 16 de outubro, e seu legado permanece vivo em cada coração que se entrega à misericórdia do Senhor.