Apóstolo dos Gentios
São Paulo Apóstolo
c. 5, Tarso (Cilícia) — c. 64–67, Roma
- Festa litúrgica
- 29/06
- Padroeiro de
- missionários; teólogos; imprensa católica
Juventude e formação
Nascido por volta do ano 5 em Tarso, capital da Cilícia, saulo era judeu da tribo de Benjamim e, ao mesmo tempo, cidadão romano de nascimento — privilégio raro que marcaria toda a sua missão. Educado segundo o rigor da Lei, estudou em Jerusalém aos pés de Gamaliel, um dos mestres mais respeitados de seu tempo, tornando-se fariseu zeloso e versado nas Escrituras. Aprendeu também o ofício de fabricante de tendas, trabalho com que mais tarde sustentaria a si mesmo para não pesar sobre as comunidades que evangelizava.
Convicto de servir a Deus, saulo via nos seguidores de Jesus uma ameaça à fé dos pais. Por isso perseguiu a Igreja nascente com ardor, consentindo na morte do diácono Estêvão e arrastando para a prisão homens e mulheres que professavam o Nome do Senhor.
A conversão no caminho de Damasco
Tudo mudou quando, levando cartas para prender os cristãos de Damasco, uma luz do céu o cercou e o lançou por terra. Ouviu então a voz que transformaria sua vida:
Saulo, Saulo, por que me persegues?
Cego pelo esplendor daquele encontro, foi conduzido pela mão até a cidade, onde Ananias, enviado pelo Senhor, lhe devolveu a vista e o batizou. Aquele que perseguia tornou-se discípulo; o adversário fez-se apóstolo. Cristo o escolheu como instrumento para levar o Evangelho aos gentios, aos reis e aos filhos de Israel.
O apóstolo dos gentios
Movido por um zelo incansável, paulo empreendeu três grandes viagens missionárias que o levaram pela Ásia Menor, Macedônia e Grécia, fundando e fortalecendo comunidades em cidades como Antioquia, Éfeso, Filipos, Tessalônica e Corinto. Enfrentou naufrágios, açoites, prisões, fome e a hostilidade de muitos, mas nada o afastava do amor de Cristo, a quem servia com toda a alma.
De sua pena, ou de seus colaboradores sob sua inspiração, nasceram catorze cartas que compõem boa parte do Novo Testamento. Nelas explicou a graça da redenção, a justificação pela fé, a unidade do Corpo de Cristo e a primazia da caridade. A teologia da Igreja seria para sempre marcada pela profundidade de suas palavras.
Os últimos dias
Preso e enviado a Roma por ter apelado a César, paulo continuou a anunciar o Reino mesmo encadeado. Por volta dos anos 64 a 67, durante a perseguição de Nero, foi condenado à morte. Como cidadão romano, recebeu a sentença da decapitação, derramando seu sangue pela fé que outrora havia combatido.
Ao fim de sua corrida, podia escrever com serena confiança que combatera o bom combate, terminara a carreira e guardara a fé. Celebrado junto com são Pedro no dia 29 de junho, o apóstolo dos gentios permanece luz para missionários, teólogos e para todos os que anunciam a verdade de Cristo até os confins da terra.