Oratório Digital
São Pedro Apóstolo

Apóstolo, Primeiro Papa

São Pedro Apóstolo

séc. I a.C., Betsaida — c. 64–67, Roma

Festa litúrgica
29/06
Padroeiro de
papas; pescadores; a Igreja

O pescador da Galileia

Simão, filho de Jonas, nasceu em Betsaida, à beira do mar da Galileia, e ganhava a vida como pescador na companhia de seu irmão andré e dos filhos de Zebedeu. Era homem simples, sem instrução formal nas escolas dos doutores, mas de coração ardente e palavra pronta. Vivia em Cafarnaum com sua esposa e sua sogra, levando a existência laboriosa dos que dependem das águas e das redes. Foi nesse mundo de barcas e pescarias que o Senhor o encontrou e o chamou para algo infinitamente maior.

O chamado e a confissão

Quando Jesus o convidou a segui-Lo, prometendo fazê-lo pescador de homens, simão deixou tudo e O acompanhou. O Senhor lhe deu um nome novo, Cefas, isto é, Pedro, a pedra, anunciando o lugar que ocuparia entre os Doze. Foi pedro quem, inspirado pelo Pai, proclamou a fé que sustenta toda a Igreja, junto a Cesareia de Filipe:

“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”

Diante dessa confissão, Jesus respondeu que sobre aquela pedra edificaria a sua Igreja e que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela, confiando-lhe as chaves do Reino dos céus. Assim, o humilde pescador tornou-se o fundamento visível da comunidade dos crentes.

A queda e o perdão

Apesar de seu amor sincero, pedro conheceu a fragilidade humana. Na noite da Paixão, vencido pelo medo, negou três vezes conhecer o Mestre. Ao cantar o galo e ao cruzar com o olhar do Senhor, saiu dali e chorou amargamente. Mas o Cristo ressuscitado não o abandonou: junto ao mar da Galileia, perguntou-lhe três vezes se o amava e, ao tríplice “sim” do apóstolo arrependido, confiou-lhe o cuidado de suas ovelhas. Esse perdão fez de pedro a testemunha viva da misericórdia que reergue os caídos.

Pastor da Igreja nascente

Cheio do Espírito Santo no dia de Pentecostes, pedro pregou com coragem e converteu milhares ao Evangelho. Presidiu a primeira comunidade em Jerusalém, defendeu a abertura da fé aos gentios e confirmou os irmãos na verdade recebida do Senhor. Curou enfermos, enfrentou perseguições e prisões, sempre fiel à missão que lhe fora confiada. Por fim, dirigiu-se a Roma, capital do Império, onde firmou a sé que se tornaria o centro da unidade da Igreja, exercendo entre os fiéis o ministério de primeiro Papa.

Os últimos dias

Durante a perseguição movida por Nero, por volta dos anos 64 a 67, pedro selou com o sangue o testemunho que dera com a palavra. Segundo a antiga tradição, pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, julgando-se indigno de morrer da mesma forma que o seu Senhor. Foi sepultado na colina do Vaticano, e sobre o seu túmulo ergueu-se, ao longo dos séculos, a grande basílica que leva o seu nome. A Igreja o venera, junto ao apóstolo paulo, no dia 29 de junho, recordando aquele que, da fragilidade de um pescador, foi transformado pela graça em rocha firme da fé.