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Crux Fidelis

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Crux Fidelis (Ó Cruz Fiel)

Crux Fidelis

Hino à Santa Cruz, atribuído a São Venâncio Fortunato (séc. VI), entoado tradicionalmente na adoração da Cruz, na liturgia da Sexta-feira Santa. O refrão Crux fidelis alterna-se com as estrofes do Pange lingua gloriosi.

Refrão:

Ó Cruz fiel, entre todas a mais nobre árvore!
Nenhuma floresta produziu outra igual,
em folhas, em flores, em frutos.
Doce lenho, doces cravos,
sustentando tão doce peso.


Canta, ó língua, o combate do glorioso embate,
e sobre o troféu da Cruz proclama o nobre triunfo:
como o Redentor do mundo, imolado, foi vencedor.

Compadecido do engano de nossos primeiros pais,
quando, mordendo o fruto mortal, caíram na morte,
Ele próprio escolheu o lenho que reparasse o dano do lenho.

Esta obra de nossa salvação a ordem da redenção exigia,
para que a astúcia do traiçoeiro inimigo
fosse vencida com sua própria arte,
e dali viesse o remédio, donde o inimigo feria.

Quando, pois, chegou a plenitude do tempo sagrado,
foi enviado do alto trono do Pai
o Filho, Criador do mundo,
e da Virgem nasceu, vestido de nossa carne.

Chora o pequenino, deitado em estreito presépio;
a Virgem Mãe envolve em panos Seus membros,
e ata com faixas as mãos, os pés e as pernas de Deus.

Cumpridos já trinta anos, terminado o tempo de Sua vida mortal,
o Redentor, espontaneamente entregue à paixão,
foi elevado, como Cordeiro, sobre o madeiro da Cruz para ser imolado.

Ó doce lenho, abranda os teus ramos,
afrouxa a dureza de tuas fibras,
e amolece o rigor que recebeste ao nascer,
para que sustentes, em terno abraço,
os membros do Rei do céu.

Só tu foste digno de sustentar o resgate do mundo,
e de preparar, como arca, o porto seguro
ao mundo náufrago,
tu, ungida com o Sangue sagrado
que do Corpo do Cordeiro brotou.

Glória e honra eternas sejam dadas a Deus:
ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo Paráclito.
Ao Deus Uno e Trino o louvor por toda a eternidade. Amém.

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