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Exsultet (Precônio Pascal)
Exsultet
— vezes rezada
O Exsultet, ou Precônio Pascal, é o solene louvor cantado pelo diácono diante do Círio aceso na noite da Vigília Pascal. Suas raízes remontam à tradição litúrgica romana dos séculos V a VII. Proclama a vitória de Cristo sobre as trevas e canta a alegria da Ressurreição.
Exultem de alegria os coros dos anjos,
e exulte a assembleia celeste!
Ressoem aclamações de louvor
pela vitória de tão grande Rei!
Alegre-se também a terra,
inundada por tão grande claridade,
porque foi iluminada pelo esplendor do eterno Rei,
e veja como, do mundo inteiro,
foram dissipadas as trevas!
Alegre-se também a nossa mãe, a Igreja,
revestida do fulgor de tão grande luz,
e ressoe este templo
com as aclamações festivas do povo!
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Corações ao alto.
O nosso coração está em Deus.
Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
É nosso dever, é nossa salvação.
Sim, é verdadeiramente nosso dever,
é nossa salvação proclamar-Vos os louvores,
ó Deus invisível, Pai onipotente,
e celebrar o Vosso Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor,
com toda a efusão do coração e da voz.
Ele pagou por nós ao eterno Pai a dívida de Adão
e, derramando o Seu sangue,
apagou a sentença do antigo pecado.
Estas são as festas da Páscoa,
em que se imola o verdadeiro Cordeiro,
cujo sangue consagra as portas dos fiéis.
Esta é a noite
em que, outrora, livrastes do cativeiro do Egito
os filhos de Israel, nossos pais,
e os fizestes atravessar a pé enxuto o Mar Vermelho.
Esta é a noite
em que a coluna de fogo destruiu as trevas do pecado.
Esta é a noite
que, por toda a terra,
liberta os que creem em Cristo
dos vícios do mundo e da obscuridade do pecado,
reconduzindo-os à graça
e unindo-os à comunhão dos santos.
Esta é a noite
em que, destruídos os laços da morte,
Cristo ressurgiu, vitorioso, do sepulcro.
De nada nos serviria ter nascido,
se não tivéssemos sido remidos.
Ó admirável condescendência da Vossa graça!
Ó inestimável escolha do Vosso amor:
para resgatardes o servo, entregastes o Filho!
Ó necessário pecado de Adão,
que foi apagado pela morte de Cristo!
Ó feliz culpa,
que mereceu tão grande Redentor!
Ó noite verdadeiramente feliz,
que despojaste os egípcios e enriqueceste os hebreus!
Noite em que se uniram o céu e a terra,
e o homem se reconciliou com Deus!
Nesta noite de graça,
aceitai, ó Pai santo,
o sacrifício vespertino deste Círio,
que a Igreja Vos oferece
pelas mãos dos seus ministros.
Conheçamos todos o significado desta coluna de cera,
que a abelha laboriosa preparou
para alimentar esta chama preciosa.
Ó noite verdadeiramente feliz,
em que o céu se uniu à terra,
o humano e o divino!
Nós Vos suplicamos, Senhor,
que este Círio, consagrado em honra do Vosso nome,
permaneça aceso para destruir as trevas desta noite.
Recebido como suave perfume,
una-se às luzes do céu.
Encontre-o ainda aceso a estrela da manhã,
aquela estrela que não conhece ocaso:
Cristo, Vosso Filho ressuscitado,
que, voltando vitorioso do reino da morte,
brilha sereno para o gênero humano,
e vive e reina pelos séculos dos séculos.
Amém.