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Ofício dos Mortos — Novena pelos Fiéis Defuntos
Fiéis Defuntos
— vezes rezada
O Ofício dos Mortos é uma das mais antigas orações da Igreja pelos que partiram, recebendo forma litúrgica no tempo do Beato Alcuíno de Iorque (séc. VIII–IX). Por volta do ano 998, São Odilão de Cluny instituiu o dia 2 de novembro como memória anual de oração por todos os fiéis defuntos, costume que se difundiu por toda a Igreja. Esta oração recolhe esse espírito de intercessão pelas almas, pedindo a Deus o descanso eterno para os que dormem na esperança da ressurreição.
Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno, e que a luz perpétua os ilumine.
Invitatório
Senhor, abri os meus lábios,
e a minha boca anunciará o Vosso louvor.
Vinde em meu auxílio, ó Deus,
Senhor, apressai-Vos em socorrer-me.
Vinde, adoremos o Rei,
a quem todos vivem,
o Senhor da vida e da morte,
que tudo pode renovar.
Hino
Ó Cristo, luz dos que creem,
esperança dos que partiram,
acolhei na Vossa paz
os que neste mundo dormem.
Vós que vencestes a morte
e abristes o céu aos justos,
conduzi à pátria eterna
as almas que Vos confiamos.
A Vós, Pai de imensa glória,
ao Filho que nos salvou,
e ao Espírito de vida,
seja o louvor para sempre.
Salmo de confiança (Salmo 129)
Das profundezas clamo a Vós, Senhor,
Senhor, escutai a minha voz.
Estejam os Vossos ouvidos atentos
à voz da minha súplica.
Se observardes as nossas faltas, Senhor,
Senhor, quem poderá subsistir?
Mas em Vós se encontra o perdão,
para que sejais reverenciado.
Eu espero no Senhor,
a minha alma espera na Sua palavra.
A minha alma confia no Senhor
mais do que os vigias pela aurora.
Espere Israel no Senhor,
porque n’Ele está a misericórdia,
e a abundante redenção,
e Ele resgatará o Seu povo.
Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno, e que a luz perpétua os ilumine.
Leitura breve
Eu sou a ressurreição e a vida, diz o Senhor.
Quem crê em Mim, ainda que tenha morrido, viverá;
e todo aquele que vive e crê em Mim
não morrerá para sempre.
Preces pelos defuntos
Por todos os nossos irmãos que partiram desta vida,
para que repousem na Vossa paz, ó Senhor.
Pelos pais, parentes e amigos que já dormem em Cristo,
para que contemplem a Vossa face, ó Senhor.
Por aqueles de quem ninguém se lembra,
para que alcancem a Vossa misericórdia, ó Senhor.
Por todos os que aguardam a purificação,
para que sejam recebidos na luz, ó Senhor.
Oração final
Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis,
concedei às almas dos Vossos servos e servas
o perdão de todos os seus pecados,
para que alcancem, por nossas súplicas,
o perdão que sempre desejaram.
Vós que viveis e reinais
pelos séculos dos séculos.
Amém.
Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno, e que a luz perpétua os ilumine. Descansem em paz. Amém.
Fontes: tradição litúrgica do Ofício dos Mortos, atribuída em sua forma ao Beato Alcuíno de Iorque (séc. VIII–IX); memória dos Fiéis Defuntos (2 de novembro) instituída por São Odilão de Cluny, OSB, por volta do ano 998. Textos de domínio público, baseados nos salmos e nas orações tradicionais da Igreja.