oracao
Stabat Mater Dolorosa
Nossa Senhora das Dores
— vezes rezada
Sequência litúrgica atribuída a Jacopone da Todi OFM (c. 1230–1306), composta por volta de 1290. Inserida no Missal Romano por Bento XIII em 1727, este hino contempla Maria, a Mãe das Dores, junto à Cruz de seu Filho. Tradução tradicional em domínio público.
Estava a Mãe dolorosa
junto à Cruz, lacrimosa,
vendo o Filho que pendia.
Sua alma agoniada,
contristada e traspassada,
crua espada a transfixia.
Oh, quão triste e quão aflita
se viu a Mãe bendita
do Unigênito de Deus!
Como sofre, como chora,
e contemplando a toda hora
o tormento de seu Filho.
Qual o homem que não chora,
vendo a Mãe do Senhor
em tamanho desconsolo?
Quem podê-la-á ver assim,
sem a dor sentir também,
vendo a Mãe junto ao Filho?
Por amor de seu povo
viu Jesus em tanto opróbrio
e aos flagelos entregue.
Viu o seu Filho amado
em tormentos expirando,
ao exalar o seu espírito.
Ó Mãe, fonte de amor,
faze-me sentir Tua dor,
para contigo chorar.
Faze que arda o meu peito
do amor de Cristo desfeito,
e que d’Ele eu seja digno.
Ó Mãe santa, isto Te peço:
do Crucificado as chagas
grava bem no coração.
Do Teu Filho que por mim,
ferido, Se quis dignar
sofrer, dá-me as penas a partilhar.
Que eu contigo, em verdade,
chore com sinceridade
do Crucificado as dores.
Junto à Cruz quero ficar,
e contigo Lhe chorar,
enquanto eu viver aqui.
Virgem das virgens preclara,
não Te mostres tão avara:
deixa-me contigo chorar.
Faze que eu leve a morte
de Cristo, e da Sua sorte
me recorde a Paixão.
Suas chagas que me firam,
Sua Cruz me dê alento,
e o Sangue do Redentor.
Para que não me abrase
no fogo eterno, ó Virgem,
no Juízo me defende.
Ó Cristo, quando eu partir,
pela Mãe eu possa vir
à palma da vitória.
Quando o corpo morto for,
faze que à alma se dê
do Paraíso a glória.
Amém.