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Santo Agostinho de Hipona

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Oração das Confissões de Santo Agostinho

Santo Agostinho de Hipona

Conheça a vida de Santo Agostinho de Hipona

Esta oração foi extraída das Confissões de Santo Agostinho de Hipona (c. 397–401 d.C.), uma das obras mais célebres da espiritualidade cristã. Nela, o santo recorda sua longa busca e o repouso encontrado em Deus.

Grande sois Vós, Senhor, e infinitamente digno de louvor.
Grande é o Vosso poder e incomensurável a Vossa sabedoria.
E quer louvar-Vos o homem, pequena parte de Vossa criação.

Sim, o homem que leva consigo a sua condição mortal,
que traz em si o testemunho do seu pecado,
e a prova de que resistis aos soberbos.

E, contudo, quer louvar-Vos o homem, pequena parte de Vossa criação.
Vós o despertais para que sinta alegria em Vos louvar,
porque nos fizestes para Vós,
e o nosso coração anda inquieto enquanto não repousa em Vós.

Tarde Vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova,
tarde Vos amei!
Eis que estáveis dentro de mim, e eu fora,
e era lá fora que Vos procurava.

Disforme, eu me lançava sobre as belas formas das Vossas criaturas.
Estáveis comigo, e eu não estava Convosco.
Retinham-me longe de Vós as criaturas
que não existiriam se em Vós não existissem.

Chamastes, clamastes, e rompestes a minha surdez.
Brilhastes, resplandecestes, e afastastes a minha cegueira.
Exalastes Vosso perfume, e eu o respirei,
e agora suspiro por Vós.

Saboreei-Vos, e agora tenho fome e sede de Vós.
Tocastes-me, e eu me abrasei no desejo da Vossa paz.
Tudo o que sou clama por Vós,
e em Vós encontra o seu descanso.

Fizeste-nos para Ti, Senhor, e o nosso coração anda inquieto enquanto não repousa em Ti. Amém.

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