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Santo Agostinho de Hipona

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Senhor, Minha Única Esperança (De Trinitate)

Santo Agostinho de Hipona

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Oração com que Santo Agostinho de Hipona conclui sua grande obra De Trinitate (Livro XV), composta entre os anos 400 e 428. Ao terminar sua reflexão sobre o mistério da Trindade, o santo se volta em súplica ao “Senhor, único Deus, Deus Trindade”, pedindo a graça de O buscar sempre.

Senhor, meu Deus, única esperança minha,
ouvi-me, para que eu não desfaleça em buscar-Vos,
mas busque sempre, com ardor, a Vossa face.
Dai-me forças para Vos buscar,
Vós que fizestes com que eu Vos encontrasse
e me destes a esperança de Vos encontrar cada vez mais.

Diante de Vós está a minha firmeza:
guardai-a.
Diante de Vós está a minha fraqueza:
curai-a.
Diante de Vós está toda a minha ciência e a minha ignorância:
onde me abristes, recebei-me ao entrar;
onde me fechastes, abri-me quando bater.

Que eu me lembre de Vós,
que eu Vos compreenda,
que eu Vos ame.
Aumentai em mim estas coisas, até que sejais inteiramente reformado em mim.

Sei que está escrito que a muito falar não falta o pecado;
mas oxalá eu falasse apenas para pregar a Vossa palavra
e para Vos louvar!
Assim eu evitaria o pecado e teria por mérito esse meu falar tão grande de Vós.

Ó Senhor, único Deus, Deus Trindade,
tudo quanto disse nestes livros que são Vossos, que os Vossos reconheçam;
se algo disse que é meu, que me perdoeis Vós e os Vossos.

Senhor, meu Deus, única esperança minha, fazei que eu Vos busque sempre.

Adaptado da oração final de De Trinitate (Livro XV), de Santo Agostinho de Hipona — texto de domínio público.

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