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Santo Agostinho de Hipona

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Tarde Te Amei (Sero Te Amavi)

Santo Agostinho de Hipona

Conheça a vida de Santo Agostinho de Hipona

Súplica imortal de Santo Agostinho de Hipona, extraída das Confissões (Livro X, 27), escrita por volta dos anos 397–401. É o lamento e a alegria de quem buscou a felicidade nas coisas criadas e só tarde descobriu que toda beleza vinha do próprio Deus.

Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova,
tarde Te amei!
Eis que estáveis dentro de mim e eu fora,
e fora Vos procurava.

Disforme, eu me lançava sobre estas coisas formosas que criastes.
Estáveis comigo, mas eu não estava Convosco.
Retinham-me longe de Vós aquelas criaturas que,
se não existissem em Vós, não existiriam.

Chamastes e clamastes,
e rompestes a minha surdez.
Brilhastes e resplandecestes,
e curastes a minha cegueira.

Exalastes Vossos perfumes,
e eu os respirei, e suspiro por Vós.
Saboreei-Vos, e tenho fome e sede de Vós.
Tocastes-me, e ardi no desejo da Vossa paz.

Quando me unir a Vós com todo o meu ser,
não haverá mais dor nem fadiga para mim,
e minha vida estará toda cheia de Vós.

Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova: agora vivo de Vós e para Vós. Amém.

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